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sábado, 11 de setembro de 2010

Corte da rotina os seis hábitos que fazem você comer demais

Emagrecer é difícil. Permanecer magro é mais complicado ainda, principalmente nas primeiras fases da mudança, quando você ainda está se adaptando à nova condição. Precisa ter muita fora de vontade para manter uma alimentação correta, afirma a nutricionista do MinhaVida, Karina Gallerani.

Com a pressa que toma conta da rotina, os problemas só aumentam. Falta tempo para cozinhar e o jeito é comer fora, o número de refeições diminui e o consumo excessivo de alimentos em uma refeição noturna é comum, graças aos compromissos de trabalho ou escolares.

Comer demais é um erro que se dissolve no nosso dia-a-dia , afirma Karina. Para evitá-lo, o melhor jeito é se prevenir das situações que nos forçam a exagerar na dose . Para ajudar você a mudar de atitude, a nutricionista mapeou as principais ocasiões que ameaçam o seu regime. Fique de olho!
Lanches- Foto Getty Image

Pular refeições

Quem fica sem comer achando que isso emagrece vai sofrer quando se pesar da próxima vez. Isso porque a fome acumula e você exagera na dose. Além disso, uma dieta pobre prejudica a produtividade no trabalho e desencadeia sérios problemas à saúde.

Deixar de ter um bom café da manhã, por exemplo, é um erro comum que acaba levando a pessoa a não ter energia durante o dia e favorece o consumo de lanches calóricos que fazem engordar. Uma alimentação balanceada requer refeições a cada 4 horas, garantindo maior saciedade e possibilitando melhor controle metabólico e nutricional.

Assistir à televisão enquanto se alimenta

Assistir à televisão por longos períodos é um forte fator para a obesidade. Seu coração, pressão sanguínea e metabolismo diminuem. Isso favorece o acúmulo de gordura, até porque os alimentos que acompanham esse hábito não são nada saudáveis.

Comer assistindo televisão, lendo uma revista, falando ao telefone, entre outras atividades, distrai e facilita os excessos alimentares. O ideal é sentar-se à mesa, num ambiente tranqüilo. Alimente-se devagar, descansando os talheres sobre a mesa entre uma porção e outra. Faça um teste e perceba que você necessita de uma porção muito menor para se sentir saciado.

Consumir muitos carboidratos simples

Eles são deliciosos. Mas, digeridos mais rapidamente, e elevam os níveis de açúcar no sangue. Balas, doces,chocolates pães e bolos de farinha branca levam o pâncreas a bombear quantidades ainda maiores de insulina para ajudar a restabelecer os níveis normais de açúcar no sangue.

Quando isso acontece, o estômago e o cérebro enviam sinais de fome, reiniciando o ciclo. Se, mais uma vez, você satisfizer o apetite com carboidratos simples, você vai desejar ainda mais doce. Mas ao invés de sentir-se cheio e satisfeito, você se sentirá constantemente faminto. Isto significa que uma dieta que contém muito carboidrato simples pode levá-lo a um ciclo vicioso onde se come mais e mais.

Pagar para comer à vontade

Outro erro muito comum é se alimentar em excesso ao realizar as refeições em restaurantes que possuem um preço fixo para comer à vontade. Não é preciso limpar o prato só porque pagou por ele, o ideal é parar de comer quando estiver satisfeito.

Comer muito rápido

Esse é um hábito cada vez mais comum, principalmente em cidades grandes. Comer rapidamente faz com que você coma muito antes de perceber que já está satisfeito. O cérebro leva um tempo para começar a enviar sinais de satisfação. Mastigar mal os alimentos prejudica a digestão e é fator de risco para uma síndrome metabólica, uma combinação de sintomas como pressão alta, obesidade, colesterol alto, e resistência à insulina.

Beliscar

Durante as atividades do dia-a-dia, este hábito aumenta as chances de ficar acima do peso. A vontade de beliscar toda hora vem quando não nos alimentamos corretamente durante as refeições estipuladas ou quando os alimentos que compõem essas refeições são de baixo valor nutricional.

Sabendo distinguir a fome da vontade de comer e marcando horários fixos para as refeições,sem intervalos muito grandes entre elas, a vontade de beliscar passa e você come menos. Evite deixar doces, bolos, chocolates e petiscos nos armários de casa.



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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Pequenos sintomas podem sinalizar uma DST

Os números são alarmantes. Uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde sugere que mais de 10,3 milhões de brasileiros já tiveram algum sinal ou sintoma de uma doença sexualmente transmissível (DST). Desse total, cerca de 18% dos homens e 11,4% das mulheres não buscaram atendimento médico. "É importante ressaltar que os problemas causados pelas DSTs podem aumentar em até 18 vezes as chances de contrair o vírus da Aids (HIV)", diz a ginecologista Rosa Maria Leme. "Existem diversas doenças, como a herpes, por exemplo, que apresentam sintomas que logo desaparecem, mas o vírus continua presente. Por isso é importante ficar sempre atento."

As doenças sexualmente transmissíveis são causadas por vários tipos de agentes. São transmitidas, principalmente, por contato sexual, por meio do sexo sem proteção - sem o uso de camisinha - com uma pessoa que esteja infectada. Geralmente, se manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas. As mulheres, em especial, devem ser bastante cuidadosas, uma vez que, em diversos casos de DST, não é fácil distinguir os sintomas das doenças das reações orgânicas comuns de seu organismo. Isso exige da mulher consultas periódicas ao médico. Algumas DST, quando não diagnosticadas e tratadas a tempo, podem evoluir para complicações graves, como a incapacidade de engravidar e até mesmo a morte. Entre as doenças classificas como DSTs estão a Aids, gonorreia, clamídia, HPV, sífilis, entre outras.

Mas será que todos os sinais do corpo podem sinalizar uma DST? Para você entender mais sobre o assunto, o MinhaVida destacou abaixo as principais características que acendem o sinal vermelho e pedem uma consulta de emergência com o seu ginecologista .

Saúde sexual
Secreção vaginal ou corrimento

A especialista explica que pequenas secreções claras e sem cheiro, até uma semana antes da menstruação, são normais. O problema é quando o sintoma persiste. "Qualquer secreção vaginal mais amarelada, verde, pink ou até mesmo a branca, quando em grande quantidade, pode sinalizar algum problema de infecção ou até alguma DST, como a gonorreia. A mulher precisa ficar atenta, principalmente quando ela nunca apresentou nenhum sinal de corrimento", explica a especialista.

Verrugas genitais

Elas funcionam como um alerta do corpo e precisam de exames específicos para serem analisadas. "O aparecimento de pequenas verrugas (externas ou internas) serve como um sinal vermelho para algumas doenças, como o HPV, que na mulher aumenta muito as chances de câncer de colo de útero", explica a ginecologista.

Cheiro forte

Ao perceber um cheiro forte não característico, na região da vagina, busque um especialista. "O odor ruim pode estar totalmente ligado a uma bactéria e a uma infecção. O quadro pode gerar pus, que altera o odor normal da região e, em alguns casos, pode causar ardência e irritação", diz Rosa Maria Leme.

Coceira

Normalmente a coceira não está relacionada a nenhuma DST, mas precisa de atenção especial. "Em geral, esse problema está ligado à infecção por um fungo chamado cândida, que além da coceira, vem acompanhado de corrimento. Mas vale lembrar que a coceira também pode estar relacionada a outras infecções genitais menos frequentes ou até mesmo ao chato (uma espécie de piolho, que se instala na região pubiana)".

Dor durante a relação sexual

Dores durante o sexo também podem sinalizar que algo não anda bem. "Principalmente nas mulheres que apresentam feridas internas na maioria dos casos de DST, a dor durante a penetração pode ser preocupante. Sinais como forte ardência e incômodo indicam que algo não vai bem e uma visita ao médico precisa ser agendada ", explica a especialista.

Saúde sexual
Grupo de risco

As mulheres que estão no grupo de risco das DSTs precisam de cuidados ainda maiores. "Mulheres com muitos parceiros sexuais ou que não usam métodos contraceptivos de barreira, como a camisinha, precisam de uma consulta urgente com um especialista, pois além de estarem colocando a saúde em risco, estão ameaçando a de seus parceiros", alerta Rosa Maria Leme.

Visite o ginecologista

Para afastar o risco de doenças, a consulta com o especialista e a realização de exames preventivos é essencial. "Toda mulher que já tiver tido relação sexual, deve obrigatoriamente passar por uma consulta ginecológica anual para realização de exames de rotina ginecológica e para prevenção de câncer de colo uterino, como exames hormonais e ultrassom para checar útero e ovários".

Adolescentes no grupo de risco

Um outro estudo realizado pelo National Health and Nutrition Examination Survey sugere que uma em cada quatro adolescentes americanas sofrem de alguma doença sexualmente transmissível. O problema mais comum entre as jovens era o vírus do HPV ( 18,3% das adolescentes) e a clamídia (3,9% das meninas). O estudo contou com a participação de 838 adolescentes americanas, com idade entre 14 e 19 anos. As meninas eram entrevistadas e examinadas para detectar doenças como: gonorreia, clamídia, tricomoníase, herpes e HPV.

Outro dado que também chamou a atenção dos pesquisadores foi o tempo em que as participantes levaram para serem infectadas. Um ano depois de iniciar a vida sexual, 19,2% já possuíam alguma DST. Os cientistas alertam que as doenças podem levar à complicações a longo prazo, tais como a doença inflamatória pélvica, a infertilidade e o câncer cervical ou até mesmo aumentar o risco de infecção pelo HIV. Depois de analisar os resultados da pesquisa, os cientistas reforçam a importância da orientação sexual dentro das salas de aula. Tudo para informar as jovens e aumentar o nível de proteção contra as doenças sexualmente transmissíveis.



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sexta-feira, 30 de julho de 2010

É melhor clarear os dentes em casa ou no consultório?

Os avanços na odontologia estética ampliaram e aperfeiçoaram os métodos de clareamento dental. Existem hoje procedimentos que podem ser realizados em casa ou no consultório, sendo que há vantagens e desvantagens em cada situação.

O clareamento caseiro é mais barato, por isso se popularizou mais rapidamente. “Inicialmente, ele era realizado com peróxido de carbamida”, recorda Carlos Francci, pesquisador em clareamento pela USP e membro da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD).

Foto: Thinkstock/Getty Images

Clareamento resgata a coloração original dos dentes

Mas essa substância tinha um problema sério. Ela precisava de longas aplicações para surtir efeito, nas quais o paciente chegava a passar a noite inteira com uma moldeira na boca.

Isso conferiu má fama ao procedimento. “Até hoje recebo pacientes que não querem fazer o clareamento caseiro por receio de passar muitas horas com a moldeira”, afirma Francci.

Mas isso deixou de ser necessário. O gel usado para clarear os dentes passou a ser o peróxido de hidrogênio. “Ele é igual ao gel usado no consultório pelos dentistas, mas em menor concentração”, explica.

A vantagem é que permite clarear os dentes em aplicações de 30 a 60 minutos. “Se o paciente vê novela, peço para ele usar a moldeira no período de cada capítulo”, recomenda.

Dentes sensíveis

O tratamento caseiro deve ser realizado diariamente, durante duas semanas. É ai que mora o perigo. Há risco do paciente sentir desconforto, ter sensibilidade nos dentes, o que forçaria uma interrupção do tratamento.

“A vantagem do laser é que ele tira a sensibilidade”, ressalta o dentista Linneu Cuffari, especialista em traumatologia bucomaxilofacial e odontologia estética. O clareamento, na verdade, não é feito apenas pelo laser e sim pela combinação dele com o gel clareador.

“O laser é como um acelerador do processo”, explica Francci. “Mas resolve o problema de pessoas que tinham sensibilidade no colo do dente, situação que inviabilizava qualquer outro clareamento”, afirma Cuffari.

A aplicação com o laser é feita com várias luzes ao mesmo tempo, o que permite uma sessão rápida. “O tratamento todo pode ser feito em apenas duas aplicações, com intervalo de uma semana entre elas”, comenta Cuffari.

Outro alerta do presidente da Associação Brasileira de Odontologia (ABO), Newton Miranda de Carvalho, é que optar por fazer o procedimento em casa não indica que a supervisão do dentista pode ser descartada. “Os produtos utilizados, inclusive, precisam ser recomendados pelos profissionais. Existem substâncias comercializadas que nem sequer são registradas e podem prejudicar a boca”, afirma

Duração do resultado

A principal diferença entre os procedimentos está na duração dos resultados. O tratamento com laser clareia os dentes mais rapidamente, porém o resultado é menos duradouro.

Já o clareamento caseiro dura mais. Mesmo os dentistas que defendem e recomendam o clareamento com laser admitem ser melhor combinar o procedimento com o clareamento caseiro, para ter melhor eficácia.

A diferença na duração acontece por causa da profundidade do clareamento. “O gel clareador faz uma microlimpeza nos dentes”, explica Francci. Essa limpeza aumenta conforme o tempo de exposição ao agente limpador.

Por isso, outra questão que precisa ser considerada na opção de clarear os dentes com gel - seja no consultório ou em casa - é que os custos, provavelmente, serão repetidos mais de uma vez. Com o passar do tempo a manutenção é uma necessidade. Neste processo, se por acaso o paciente não puder fazer o clareamento com gel ou laser por alguma contraindicação, existem outras opções. “A faceta ou a coroa”, exemplifica o presidente da ABO.

Alguns dentistas optam pelo clareamento com gel, complementado por outras técnicas. O ponto desfavorável nestes casos é o custo. No caso da faceta – uma espécie de unha postiça sem coloração para cada dente – os preços podem chegar até R$ 2 mil por dente “arrumado”.




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segunda-feira, 26 de julho de 2010

12 mitos e verdades de beleza

Desde pequenas as mulheres aprendem que devem cuidar do corpo e do cabelo. E muitas vezes são as avós, mães e tias que ensinam a maioria dos truques “infalíveis”. Mas todas essas dicas são válidas? Será que os cabelos se acostumam com os xampus? E pomada Hipoglós, melhora mesmo a pele? Com ajuda de especialistas, o Delas preparou uma lista explicando esses e muitos outros mitos e verdades de beleza. Contamos com a ajuda de Tatiana Carla, hair stylist do Studio W, Carla Albuquerque, dermatologista, e Adriana Leite, dermatologista.

1. Chá de camomila clareia o cabelo.
VERDADE. Mas só funciona com cabelos que já são loiros naturais ou tingidos. A camomila produz componentes químicos que realçam a cor. Se usar o chá e logo depois tomar um banho de sol, os fios irão clarear ainda mais. A camomila também é ótima para tirar a oleosidade do cabelo.

2. Os cabelos se acostumam com os xampus.
VERDADE. Cada xampu tem um composto e, com o tempo, o cabelo se acostuma com aquela substância e perde o efeito desejado. Por isso é necessário revezar os produtos usados para não “viciar” o cabelo: é como se ele já tivesse feito tudo que podia por aquele fio.

Foto: Getty Images

O cabelo se acostuma com o composto do xampu e por isso é indicado revezar os produtos

3. Cloro deixa o cabelo verde.
MITO. Não é o cloro que deixa o cabelo verde, mas sim o sulfato de cobre (metal que também é utilizado para tratar a água da piscina). Quando esse metal se liga à queratina dos fios, ele acaba deixando a pigmentação do cabelo esverdeada. Mas essa reação só acontece nos cabelos claros, porque eles têm o fio poroso, o que torna mais fácil para o metal penetrar no cabelo. Dica: Para tirar a cor do cabelo os especialistas recomendam lavar os fios com vinagre morno ou leite morno por aproximadamente cinco minutos.

4. Dormir com os cabelos molhados prejudica a raiz.
VERDADE. A umidade associada ao abafamento e calor provocado pelo travesseiro pode produzir uma proliferação de fungos e, consequentemente, provocar a queda dos fios. Nesse caso, um dermatologista pode resolver o problema.

5. Xampu sem sal é melhor que xampu com sal.
MITO. O sal serve para incorporar os componentes do produto e fazer espuma. O xampu com sal não faz mal, ele é bom para tirar os resíduos do cabelo. Contudo, no caso de cabelos ressecados, o sal tende a tirar um pouco da oleosidade natural e assim ressecar ainda mais o cabelo. Na hora de comprar um xampu, o importante a ser observado é o pH (nível de acidez), se o produto tiver o pH maior que 7 torna o cabelo ressecado e aumenta o frizz.

6. Usar reparador de silicone no cabelo queima as pontas.
VERDADE. A combinação de silicone com sol pode causar uma reação indesejada, como pontas queimadas e sem vida. Prefira reparadores com proteção solar que preservam os fios. Além disso, o silicone é difícil de ser eliminado no banho, o que pode resultar em fios opacos e sem vida.

7. Água de arroz clareia as sardas.
MITO. Nesse líquido não há nenhuma substância que tenha o poder de clarear manchas ou sardas.

Foto: Getty Images

Rodelas de pepino geladas amenizam as olheiras, assim como outras compressas frias

8. Rodelas de pepino geladas amenizam olheiras.
VERDADE. Rodelas de pepino geladas podem amenizar temporariamente olheiras, por conta da constrição dos vasos da região que a temperatura baixa causa. Mas o resultado poderia ser obtido também com compressas de água filtrada gelada, chá de camomila gelado...

9. Hipoglós deixa a pele bonita.
VERDADE. Mas tudo vai depender do tipo de pele. Se for uma pele extremamente seca, desidratada, pode melhorar o grau de hidratação. No entanto, se for aplicado em uma pele oleosa, mista ou normal, pode causar acne devido à obstrução que provoca nos poros, pelo fato de se tratar de um produto muito oleoso.

10. Aplicar óleo na pele evita estrias.
VERDADE. Os cremes que contém óleo de rosa mosqueta, óleo de semente de uva e óleo de amêndoas ajudam na prevenção de estrias, pois conferem uma maior elasticidade à pele. No entanto, eles não impedem completamente o aparecimento delas, uma vez que outros fatores podem estar envolvidos, como predisposição genética, aumento excessivo de peso etc.

11. É bom dar um tempo no esmalte de vez em quando para a unha respirar.
VERDADE. É importante ficar sem usar esmalte por alguns dias, pois o uso contínuo desse produto pode deixar a unha desidratada, quebradiça e com manchinhas brancas. Assim como a pele e o cabelo, a unha também precisa de hidratação, que deve ser feita sem esmalte ou base, com produtos que contenham ativos como uréia, ceramidas e óleos vegetais.

12. Óleo de casco cavalo fortifica as unhas.
VERDADE. A unha fica quebradiça e fraca com o uso constante de produtos químicos, como o esmalte e removedor. O óleo tem um complexo com minerais que realiza uma renovação da queratina nas unhas, aumentando assim a “barreira” contra os produtos químicos.



fonte site ig


domingo, 11 de julho de 2010

Medicina avança contra a Esclerose Múltipla

O nome pouco diz sobre as causas da esclerose múltipla. No conhecimento popular, o primeiro termo remete à falta ou perda de memória. Na definição do dicionário e na medicina, entretanto, significa o endurecimento do tecido de um órgão. No caso da esclerose múltipla esse processo acontece no sistema nervoso, especificamente nas ligações entre os neurônios, dentro do cérebro.

As ligações entre os neurônios são encapadas, protegidas por uma bainha de mielina, proteína que o organismo produz e detona a cada segundo. Beny Schmidt, chefe do laboratório de patologia neuromuscular da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), explica que a função da mielina é fazer com que o estímulo elétrico das ramificações dos neurônios, a informação entre eles, seja mais rápida. “O que ocorre é uma espécie de miopia do sistema de defesa. A mielina é destruída a uma velocidade muito maior do que aquela que o organismo usa para produzí-la”, define o especialista.

Diagnóstico por exclusão

Foto: Getty Images

Ressonância magnética é um dos exames que deve ser feito para investigar a doença, mas não o único

A imprevisibilidade da doença tem sido vencida pelas possibilidades de diagnóstico. Confirmar o quadro de EM, segundo os especialistas, é uma matemática de exclusão. A ressonância magnética mapeia as regiões do cérebro que podem estar lesionadas por uma doença auto-imune, mas não comprovam a existência da EM. “Lesões no cérebro podem ser provocadas por uma infecção, carência de vitaminas ou outras doenças auto-imunes como o Lúpus", alerta Maurício Hoshino, neurocirurgião do Hospital Santa Catarina, em São Paulo.

A confirmação da esclerose, aponta o médico, só se dá através de uma série de diagnósticos e exames: ressonância magnética, testes clínicos, um exame chamado líquor – que recolhe líquido da medula óssea –, acompanhamento de seis meses do quadro, além da negativa para as outras possibilidades.

“É preciso respeitar o tempo para fazer o diagnóstico. O paciente precisa apresentar sintomas clínicos, com intervalos de seis meses, e lesões no sistema nervoso central em locais diferentes. Os sintomas de muitas doenças nutricionais, vasculares e infecciosas se parecem com os da Esclerose Múltipla.”

Reconhecer os sintomas não é fácil. A doença acontece no cérebro, mas reage em diversas partes do corpo. Alteração visual, desequilíbrio e perda de sensibilidade são alguns dos efeitos. “Muitos pacientes procuram oftalmologistas, ortopedistas, nunca um neurologista em primeiro lugar.”

Há registros da EM desde o século 20. Segundo dados da Academia Brasileira de Neurologia, no mundo, existem dois milhões de portadores da doença. No Brasil, estima-se 25 mil pacientes. A Esclerose Múltipla afeta mais as mulheres, numa proporção de três para um. Segundo Hoshino, é possível que a incidência no público feminino tenha alguma relação com a questão hormonal, mas ainda não há dados que confirmem essa hipótese.

O diagnóstico na faixa entre 20 e 40 anos é mais comum por uma característica das doenças auto-imunes. "A doença se revela em uma fase da vida que o sistema imunológico é forte, mais combatente, reagindo às informações que o organismo dá com maior intensidade. Na esclerose, a informação dada ao sistema imunológico é errada, mas a reação é mais rápida e intensa, por isso os surtos podem ser mais severos na juventude.”

A confirmação precoce do problema, porém, não deve ser encarada negativamente. Na visão dos médicos, ela é fundamental e eleva as chances de tratamento da doença. “Do ponto de vista psicossocial é um baque, mas quanto mais precoce o diagnóstico, maiores as possibilidades de proteção e cuidados. A medicação protege as lesões, evita que elas se solidifiquem e afasta as chances de sequelas.”


leia mais

http://delas.ig.com.br/saudedamulher/medicina+avanca+contra+a+esclerose+multipla/n1237685714573.html

sábado, 3 de julho de 2010

O QUE ESTAMOS COMENDO?

Veja o poder dos conservantes...
Uma reportagem publicada no final de março deste ano pelo jornal britânico Daily Mail deixou seus leitores de boca aberta. Uma nutricionista americana resolveu fazer um teste para constatar se a comida do McDonald's possui conservantes em excesso. O resultado foi assustador.
Durante um ano, Joann Bruso guardou um "Mc Lanche Feliz", um kit composto por sanduíche, refrigerante e batata frita, que acompanham um brinquedo e é vendido para as crianças. "A comida normal tem que se decompor, cheirar mal...
Entretanto, o lanche e as batatas não estragaram e isso mostra que as crianças não estão comendo de forma saudável", declarou.
De acordo com a reportagem, Joann deixou o lanche e as batatas descobertos, em cima de uma prateleira em sua casa, no estado americano de Colorado, para checar o que aconteceria. Durante um ano, nenhuma mosca sequer chegou perto do sanduíche. "Eu deixava a janela aberta mas as moscas e outros insetos simplesmente ignoravam o 'Mc Lanche Feliz'".
"A comida é decomposta dentro do nosso organismo, que se aproveita dos nutrientes dela para transformá-los em combustível", explica Joann. "Nossas crianças crescem de forma saudável quando comem comida de verdade".
A nutricionista ainda explica que se o "Mc Lanche Feliz" foi ignorado por bactérias e micróbios que não fizeram a decomposição, isso significa que o corpo da criança também não consegue digerir esse tipo de comida de forma adequada.
Segundo dados apresentados pelo Daily Mail, pesquisas recentes afirmam que o pão da McDonald's possui uma série de conservantes como propionato de sódio. Já o pickles utilizado pela rede de fast-food leva benzoato de sódio.
As batatas fritas, que Joann descreveu como estando "douradas mesmo um ano depois", contém conservantes como ácido cítrico e pirofosfato de ácido de sódio, que mantém sua coloração.


FONTE AUSENTE

sábado, 19 de junho de 2010

O chiclete engolido pode ficar no sistema digestivo por sete anos?

Certamente você já foi avisado muitas vezes e, provavelmente, a maioria delas por sua própria mãe: você não deve engolir o chiclete, porque ele fica no seu sistema digestivo durante sete anos. Mas se isso fosse verdade, que tipo de problema causaria? Nosso sistema digestivo foi criado para dissolver e excretar o que ingerimos, em questão de horas, dias, no máximo, mas certamente, nunca anos.
sso porque seu sistema digestivo é bastante eficaz. Quando você engole o alimento, ele percorre o esôfago e vai até seu estômago (em inglês). Lá, as enzimas e os ácidos passam a trabalhar nesse alimento, começando seu processo de destruição.

Do estômago, o alimento parcialmente digerido é levado para o intestino, onde - com ajuda de seu fígado e pâncreas - é decomposto em seus componentes. Esses componentes são usados para dar energia ao corpo. Os elementos do alimento que não podem ser usados são enviados ao cólon, onde serão processados em dejetos.

Geralmente, o chiclete é feito de quatro componentes gerais, e nosso corpo consegue destruir facilmente três deles. Os aromatizantes, adoçantes e amaciantes do chiclete não são usados na digestão humana. É a base de goma que gruda. A base de goma é feita principalmente de substâncias químicas sintéticas, que dão ao chiclete a propriedade de ser mastigável. Foi criada para resistir às propriedades digestivas da saliva na boca. Mas, uma vez engolida, mesmo a base de goma sendo exposta ao mesmo tratamento que o alimento comum, e depois de ser considerada inútil pelo sistema digestivo, ela segue o mesmo caminho que qualquer impureza.

.....

LEIA MAIS

http://saude.hsw.uol.com.br/chiclete-sete-anos.htm




PELO SIM PELO NÃO .... MELHOR CUSPIR E JOGAR FORA......


Feliz no amor, triste na balança

Pesquisas comprovam que mulheres casadas ou em relacionamentos estáveis tendem a engordar mais do que as solteiras. Mas será que este é um caminho sem saída?

Fatores emocionais

O estresse, mais uma vez, pode ser o causador de você ter de trocar a calça 38 pela 40. "Com o casamento, ocorre uma mudança de papéis. Mesmo sendo, geralmente, uma mudança positiva, ela está associada à tensão de morar com alguém que tem hábitos diferentes dos seus", lembra Marco Antônio de Tommaso, psicoterapeuta especializado em transtornos alimentares e emagrecimento (SP). E a ansiedade pode ser descontada na comida - nunca na alface ou na aveia, mas sim no que te dá mais prazer, como chocolate e hambúrguer. Sem contar que algumas mulheres começam a ter preocupações financeiras que antes, na casa dos pais, não tinham.

Pode parecer machista e retrógrado, mas é fato que a maioria das mulheres fica com uma pontinha de sensação de dever cumprido ao se casar ou entrar em um relacionamento sério. "A fase da competição acaba", diz o psicoterapeuta. Se antes existia a vontade de ter alguém para dividir a vida e era necessário conquistar esta pessoa, agora, teoricamente, a procura terminou. "Sei que relaxei e acomodei depois de me casar", confessa a analista de atendimento Sheila Dantas, 31 anos. "Depois do casamento, entram outras preocupações, como casa, gravidez, filho. Parece até que elas precisam ficar largadas para dar conta da casa", analisa Eliana Moreira, psicóloga e terapeuta familiar (SP).

Não podemos esquecer que temos de ser bonitas e saudáveis pela nossa autoestima e não pelo amado. "Não tem o menor cabimento se acomodar. Até porque, com o tempo, o metabolismo fica mais lento. Atividade física e controle alimentar são para o resto da vida", determina Marco Aantônio de Tommaso.

"Conquistei minha liberdade. Podia fazer e comer o que quisesse. E paguei o preço por isso", lamenta a analista de atendimento Sheila Dantas, que engordou 10 quilos em pouco tempo de casamento. Sheila nem de longe é uma exceção. O credo popular de que casar engorda ganhou nova comprovação científica com recente estudo da Universidade de Queensland, na Austrália, publicado no jornal norte-americano The New York Times. Eles acompanharam mais de 6 mil mulheres com o peso normal, inicialmente entre 18 e 23 anos, por um período de dez anos.

Os resultados não deixam dúvidas: aquelas com companheiro e filhos engordaram em média 9 quilos; as que tinham um companheiro, 7 quilos; e, por último, as solteiras sem filhos acrescentaram 5 quilos. Ainda não há um consenso entre os cientistas para explicar o porquê do aumento de peso maior entre as mães. A explicação mais aceita é fisiológica - o corpo se ajusta metabolicamente com o excesso de peso e é mais complicado reverter este processo, ainda mais depois de dar à luz. Agora, as mulheres sem filhos que engordam depois de se amarrarem ao amado não têm esta desculpa. A mudança que leva às gordurinhas extras é, sem dúvida nenhuma, comportamental.

SITE TERRA


BEM QUE EU SUSPEITAVA....RSRSRS

domingo, 30 de maio de 2010

Menstruação irregular pode estar relacionada a risco de doença cardíaca

Acompanhando, por uma década, mais de 23 mil mulheres, os pesquisadores descobriram que aquelas que apresentaram menstruação irregular no passado eram 28% mais propensas a ter doenças cardíacas do que aquelas que relatavam ciclos menstruais regulares mensais, mesmo que fosse regularmente mais longos (30 ou mais dias) ou sempre mais curtos (26 dias ou menos) que a média.

Os pesquisadores destacam que, apesar de os resultados terem demonstrado um risco relativamente mais alto para aquelas com menstruação irregular, a grande maioria dessas mulheres não desenvolveram doença cardíaca durante o estudo. De 4 mil participantes com menstruação irregular, apenas 150 foram diagnosticadas com doença coronariana cardíaca no período. E, entre 17 mil com a menstruação regular (entre 27 e 29 dias), 530 mulheres tiveram a doença.

Segundo especialistas, mulheres que apresentam uma condição chamada síndrome dos ovários policísticos - associada à menstruação irregular, ou até falta dela - têm alto risco de doença cardíaca e diabetes tipo 2. Mas o novo estudo mostra que, mesmo sem a doença ovariana, aquelas que apresentam irregularidades na menstruação têm maior risco cardíaco.

As razões dessa relação ainda não estão claras, necessitando de mais pesquisas para confirmação. Entretanto, a pesquisa revelou que os níveis hormonais - assim como peso, pressão alta e colesterol alto - não ajudariam a explicar a relação entre menstruação irregular e risco cardíaco.


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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Superforma pós-gravidez é normal?

Uma campanha publicitária de uma marca de lingerie estreou ontem com a top Gisele Bündchen. Ela aparece nas fotos com o corpo perfeito de sempre. Até aí, nenhuma novidade. O que espanta no ensaio é o fato de Gisele ter sido fotografada apenas três meses depois do nascimento de Benjamin, seu primeiro filho.

Gisele não é a única. Muitas grávidas famosas fazem retornos triunfais às capas de revista em tempo recorde depois do parto. A cantora Claudia Leitte ganhou seu primogênito Davi em 20 de janeiro do ano passado. Foi capa da edição da revista Nova, em maio do mesmo ano, com 10 quilos a menos, creditados por ela a uma dieta balanceada, exercícios físicos e drenagem linfática.

Mas é mesmo normal voltar à boa forma em tão pouco tempo? O ginecologista e obstetra Malcolm Montgomery explica que a recuperação do corpo após a gravidez é muito individual. Com acompanhamento médico, buscar a velha forma é saudável. No entanto, a luta pela retomada da silhueta de antes da gravidez não pode virar uma obsessão e uma corrida contra o tempo. "Isso pode ser uma forma de se evitar vivenciar o mais importante, que é o tornar-se mãe", diz o médico. "A prioridade não pode ser perder tudo o que ganhou ao longo de nove meses de gestação durante os primeiros três depois do parto".

A ansiedade para baixar o marcador da balança tem um aliado poderoso, que em primeiro lugar fortalece o vínculo da mãe com seu bebê: a própria amamentação. Segundo estudos, amamentar ajuda a emagrecer e pode queimar até 900 calorias por dia. "Voltar à forma que tinha antes da gestação é importante para a autoestima da mulher", avalia Flávia Alvares Fernandes, psicóloga clínica e uma das fundadoras da Gestarte, no Rio de Janeiro, clínica multidisciplinar especializada no atendimento de gestantes. "Mas isso precisa ser feito com sensatez. Muitas vezes, manias assim, como a de ginástica, podem ocultar um quadro de depressão pós-parto".

Foto: Fabio Guinalz/AgNews Ampliar

Ivete no palco, quatro meses após a maternidade

Padrões inatingíveis

Celebridades que têm no corpo - e em sua aparência fabulosa - um cartão de visitas podem sofrer uma pressão ainda maior para exibir um físico impecável. Alçadas às capas de revistas e passarelas, elas acabam por representar um modelo quase impossível de se alcançar pelas "mulheres comuns", que não contam com uma equipe de profissionais de nutrição, educação física e cuidados com o recém-nascido à disposição, ajudando-a a perder os quilos adquiridos na gravidez.

"A imposição de padrões de beleza pela publicidade e pelos meios de comunicação sempre existiu, mas só recentemente chegou ao corpo pós-parto", diz Dulcilia Buitoni, autora do livro “Mulher de Papel – A Representação da Mulher pela Imprensa Feminina Brasileira” (Summus Editorial). "Com tanto para se preocupar com um bebê recém-nascido, as mulheres ainda têm que ter essa preocupação extra, de voltar à forma em três meses?", questiona.

O médico Malcolm Montgomery concorda. "A mídia vende padrões que são inatingíveis", analisa. "A relação entra mãe e filho tem que ser prioridade nestes primeiros três meses". Ivete Sangalo - que abriu o show da cantora Beyoncé quatro meses depois de ganhar Marcelo, em modelito que não escondia os quilos a mais da gestação - que o diga. A cantora pode ser considerada uma raridade no meio das celebrities: depois de mais de sete meses após o parto, ainda não voltou a ter o corpo de antes. E o melhor: parece não se importar.

site ig.


Tudo feito sem exageros e respeitando a si mesmo vale.... é difícil não ter seu corpo de volta... as cobranças são muitas, principalmente pela própria, quem pode se dar ao luxo de conseguir ficar bonita de novo acho que tem que ficar.... se não se importa tudo bem mas a auto-estima tem que estar sempre em alta.....

terça-feira, 11 de maio de 2010

Brasileiro aumenta gastos com saúde e educação

Já era previsível que o brasileiro incluiria despesas com internet, TV a cabo e o notebook em seu orçamento, diante da infinidade de novas tecnologias disponíveis, nos últimos dez anos. Mas o surpreendente é que as famílias também ampliaram nesse período os gastos com saúde e educação, revelam resultados preliminares da nova Pesquisa de Orçamento Familiar da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), divulgados nesta terça-feira (11).


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http://noticias.r7.com/economia/noticias/brasileiro-aumenta-gastos-com-saude-e-educacao-20100511.html

quarta-feira, 31 de março de 2010

AVC em mulheres jovens avança no País

As pesquisas científicas – nacionais e internacionais – já mostraram evidências concretas de que o sedentarismo, alimentação inadequada, obesidade, uso de drogas e estresse tornaram o acidente vascular cerebral (AVC) uma ameaça mais precoce, que não pode ser mais associada só aos pacientes que passaram dos 60 anos.

Levantamento feito pelo Delas no portal Datasus – banco de dados eletrônico abastecido por todos os hospitais do País (públicos e privados ) – mostra que nos últimos dois anos, 3.712 mulheres com menos de 50 anos foram vítimas de AVC no País (popularmente chamado de derrame). Entre um ano e outro, o aumento de casos foi de 5,6% (de 1.802 para 1.910).

Para a médica Matilde Spósito – que trabalha no hospital paulista Lucy Montoro na área de recuperação dos sobreviventes do AVC – é um erro achar que as seqüelas do problema são mais amenas em pessoas mais jovens. “Não depende da idade do paciente e sim do dano causado pela lesão. Por vezes, a parte comprometida do cérebro é muito grande e os efeitos são bem nocivos”, afirma a especialista, que utiliza a toxina botulínica (botox) para amenizar os efeitos como paralisia facial de alguns doentes.

Foi o caso da bióloga Luciana Scotti, hoje com 40 anos, vítima da doença aos 20 de idade. Ao acordar do AVC, ela teve todo o corpo paralisado. Perdeu a fala, não anda mais e também não mexe os braços. Com o movimento de um só dedo, hoje ela trabalha na Universidade de São Paulo e divide sua experiência por meio da escrita. O primeiro livro “Sem asas ao amanhecer” levantou a importância de informações sobre o acidente vascular cerebral em mulheres jovens, em especial as fumantes.

Fatores internos e externos

No livro, Luciana diz que o indício mais concreto de causa do seu AVC foi o uso combinado de anticoncepcional e cigarro. Os médicos confirmam que a dupla é um dos fatores de risco do acidente vascular nas mulheres mais novas, em especial se elas sofrem de enxaqueca com aura (dores de cabeça, formigamento de braços, visão embaçada e até cegueira). Na lista de causas do AVC precoce, além do fumo em parceria com a pílula, figuram o uso de drogas (cocaína, heroína e crack), o sedentarismo, a hipertensão e a obesidade.

Ainda que os “males da modernidade” preocupem os neurologistas, não são os fatores externos os únicos responsáveis pelo AVC. Antes dos 45 anos, o neurologista Maurício Friedrich – um dos autores da mais completa pesquisa sobre o AVC no País – diz que as doenças cardíacas são grandes desencadeadores do problema. “Muitas vezes só descobertas, depois que a pessoa sofre um acidente vascular cerebral”, afirma o médico.

Sem motivo aparente

Myrna, 35 anos, entrou para a estatística do AVC aos 34 anos e o que motivou o acidente não foi nenhum dos fatores externos. Magra, alimentação saudável, pressão baixa são suas características. “Fiquei durante nove horas no pronto-socorro de um hospital tomando Dramin (remédio para enjôo). Só suspeitaram de algo mais grave no final da noite. Com certeza se eu fosse uma idosa teriam identificado a causa mais cedo”. Foram 35 dias de internação. Myrna não ficou com nenhuma sequela do AVC, mas não quis se identificar nesta reportagem por medo das repercussões negativas que o AVC pode trazer em seu emprego e meio social.

O neurologista infantil do Hospital Darcy Vargas, Paulo Breinis, afirma a falta de motivo aparente para o AVC é recorrente, especialmente nos casos mais precoces. “Em 30% dos pacientes com menos de 18 anos não conseguimos identificar uma causa para o acidente vascular cerebral”, afirma o médico.

Cuidado com a saúde

Ainda que nem todas as causas sejam claras, a constatação de que a doença pode aparecer cedo reforça que o hábito de medir a pressão e fazer exames cardiovasculares de forma periódica não deve ficar “só para mais tarde”, afirma o neurologista Maurício Friedrich.

“Temos clareza de que o AVC é uma causa de incapacidade em pessoas jovens. Pode acontecer no grupo etário menor de 45 anos e merece toda a atenção”, afirma ele que analisou o prontuário de 682 pessoas internadas com AVC hospitais de Salvador e Porto Alegre.

No estudo ficou constatado que 7,5% sofreram o problema antes de completar o 50º aniversário. Dois em cada dez destes pacientes mais jovens foram vítimas da arteriosclerose, a placa de gordura que entope as veias, causada em especial por colesterol, hipertensão e fumo. Há 20 anos, só 5% dos casos no grupo com menos idade tinham como esta a causa principal do AVC, um termômetro de que os hábitos não saudáveis avançaram 15 pontos porcentuais nas estatísticas.



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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

População de 30 a 39 anos será vacinada contra gripe suína

O ministro da saúde, José Gomes Temporão, anunciou nesta quinta-feira a ampliação da faixa etária que será vacinada contra a gripe suína. O ministério resolveu incluir adultos saudáveis com idade entre 30 e 39 anos no grupo dos que serão vacinados. Com isso, cerca de 91 milhões de pessoas devem ser imunizadas. (10 A 21 de maio)

(SITE TERRA)